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Luto e Perda: Como Vivenciamos Esta Situação

A partida de um ente querido pode ser psicologicamente traumática, pois consiste na elaboração da dor da perda. Mesmo doloroso este processo é necessário, para a pessoa retomar seu equilíbrio e completar seu luto. Para isso é preciso que o enlutado se esforce na realização de tarefas como: buscar aceitar a realidade da perda do ente querido, reconhecer e elaborar a dor desta, caso contrário este sofrimento poderá se manifestar por meio de sintomas físicos e psíquicos; ajustar-se ao ambiente no qual está faltando à pessoa que faleceu e dar-se conta de que esta não estará mais ali e continuar a vida.

Este momento é cercado de dor, tristeza e perguntas sem respostas, não é nada fácil, por isso vamos tentar aqui compreender melhor cada fase do processo de elaboração do luto.

O primeiro estágio a elaborar corresponde à negação e isolamento, nesta fase a pessoa nega o fato de ter perdido seu ente querido e busca meios que possam desmentir o fato. A negação atua como uma defesa temporária que tende a ser substituída por uma aceitação parcial.  

A raiva é a etapa do luto que pode ser direcionada a qualquer pessoa, ela surge quando o enlutado não consegue mais manter firme a negação, e se questiona sobre o que fez de errado para merecer tal situação. O problema é que as pessoas que cercam o indivíduo nesta fase não entendem essa raiva e acabam por retribuir esse sentimento alimentando o comportamento hostil da pessoa enlutada.

Outra fase do luto é a barganha, neste a pessoa enlutada faz uma negociação geralmente com Deus e em segredo, numa tentativa de adiamento do momento da perda e com isso espera receber um prêmio por bom comportamento, por exemplo, eu paro de fumar, se meu pai escapar desta.

Quando não se consegue mais fazer uso da negação, quando o sentimento de raiva dá lugar ao da perda e não se pode mais barganhar surge à depressão, o quarto estágio, de forma reativa as situações que o enlutado teve e terá de enfrentar. Este momento tende a ser solitário e triste.

A última fase na elaboração do luto é a aceitação, que não deve ser encarada como um momento feliz em que se aceita a perda, mas sim como uma quase fuga de sentimentos, onde a pessoa enlutada se prepara para a ausência do ente querido.

A elaboração do luto também pode ser observada em pacientes terminais. Por isso é importante que os familiares respeitem a pessoa enlutada e busquem compreender sua dor sem censuras e também que estejam atentos caso a situação piore e precise de apoio profissional.

 

 

 

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