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ASSOCIAÇÃO CRICIUMENSE DE APOIO A SAÚDE MENTAL

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Espelho, espelho meu...

Todos temos espelhos em casa, certo? Em diversos tamanhos, pequenos, grandes, compridos, curtos, uns que aumentam, outros que diminuem. Quem não se vê ao espelho pelo menos uma vez ao dia? E quem não sente aquela vontade de dar uma “espiadinha” quando passa por um? Os espelhos fazem parte da nossa vida e nos dão a noção de como estamos. Mas será? Quem garante a si que a imagem que se vê refletida no espelho corresponde à realidade? Ou à imagem vista pelos outros? Nunca pensou nisso, em questionar o seu espelho? É verdade que os nossos comuns espelhos domésticos não têm o poder do da Branca de Neve, e que provavelmente não vão lhe responder. Mas não custa nada tentar não é mesmo?

De fato, a imagem que vemos diante dos nossos olhos e que, supostamente, é a nossa, pode ser influenciada por uma série de fatores. Será que naqueles dias que se está meio “pra baixo”, é possível se ver com “os mesmos olhos” com os quais nos vemos quando se está alegre? Por muitas vezes olhamos para a nossa imagem refletida e nos achamos o máximo. Já em outras, tentamos evitá-los e pode até sair algo do tipo: “Credo! Que horror!”. Mas a pessoa é a mesma, não é? São os mesmos olhos, o mesmo nariz, a mesma boca… O que é que muda? O nosso “estado de espírito”, humor, auto-estima, em suma, a forma como nos sentimos naquele dia, naquele momento específico, àquela exata hora.

Se você já sentiu isto em algum momento, poderá perceber então como se vê, por exemplo, uma pessoa com anorexia. E é inútil dizer-lhe, “Tu tá tão magra!”. Afinal, você também não iria acreditar se lhe dissessem que você estava com um aspecto “x”, e, ao se olhar no espelho, visse o aspecto “y”.

Mas onde estou querendo chegar é.... Não seria mais fácil para ajudar o outro se formos capazes de compreender o que ele sente? E será que isso não nos permite falar a sua linguagem? A conhecida palavra “empatia” (capacidade em colocarmo-nos no lugar do outro) parece então fazer todo o sentido.

Por vezes, o ser humano tem a tendência a julgar ou criticar aquilo que não percebe ou não conhece. E nem sempre é fácil que a nossa imagem física refletida, o nosso “mundo interior” e a percepção que os outros têm do nosso aspecto, esteja em harmonia. A expressão “viver de aparências” tem algo a dizer sobre isto. Nem sempre o que transparecemos corresponde à forma como nos sentimos e/ou nos vemos.

Se tivermos a capacidade, a abertura de mente, para procurar entender em vez de criticar e julgar, se recebermos as informações e as diferenças individuais sem que os nossos olhos estejam corrompidos, sem conceitos prévios, talvez seja mais fácil chegar à verdadeira imagem por detrás da refletida no espelho ou nos olhos de quem vê.

Pense nisto!!!

 

Érica Colombo Caetano - Psicóloga - CRP - 12/07670 Membro da CERES - Associação Criciumense de Apoio a Saúde Mental

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